TDAH e seus desafios com alimentação e emagrecimento

Quando falamos sobre TDAH, muitas pessoas pensam apenas em distração ou dificuldade de prestar atenção. Também tem quem torça o nariz e pense que estamos falando de modinha e que a culpa disso é somente o excesso de celular.

Mas a realidade costuma ser mais complexa do que qualquer uma dessas explicações.

O TDAH não surgiu com o celular, com as redes sociais ou com o TikTok. Ele é um transtorno do neurodesenvolvimento descrito muito antes de qualquer uma dessas tecnologias existir. Ao mesmo tempo, também é verdade que sentir dificuldade de concentração, procrastinar tarefas, esquecer compromissos ou ter problemas de organização não significa automaticamente que alguém tenha TDAH.

Na verdade, todos nós podemos apresentar alguns desses sintomas em determinados momentos da vida. Uma pessoa exausta pode ficar mais distraída. Uma pessoa ansiosa pode ter dificuldade para se concentrar. Uma pessoa sobrecarregada pode procrastinar. Ter alguns sintomas isolados não é suficiente para caracterizar um transtorno.

O que diferencia o TDAH de dificuldades ocasionais é um conjunto de critérios (descritos em um livro enorme chamado DSM-5) e avaliados por profissionais capacitados. Entre eles, a presença dos sintomas desde a infância e, principalmente, o impacto que eles causam na vida da pessoa.

Mas existe um ponto que considero importante destacar.

Nem toda pessoa que sofre com desorganização, procrastinação, impulsividade ou dificuldade para manter hábitos receberá um diagnóstico de TDAH.

E isso não significa que o sofrimento dela seja menos legítimo.

Se alguém está procurando ajuda porque não consegue manter uma rotina, porque vive sobrecarregada, porque sente que está sempre correndo atrás do próprio prejuízo ou porque encontra dificuldades para cuidar da própria saúde, existe um problema real acontecendo: independentemente do nome que esse problema venha a receber.

O diagnóstico pode ajudar a entender a origem das dificuldades e orientar o tratamento. Mas a ausência de um diagnóstico não transforma sofrimento em preguiça, nem elimina a necessidade de desenvolver estratégias que tornem a vida mais leve e mais funcional.

Disfunção executiva e seus impactos na alimentação

Imagine que as funções executivas são como o “maestro” do nosso cérebro. É esse maestro que decide quando começar uma tarefa, como organizar o dia e como tirar os planos do papel. No TDAH, esse maestro acaba se perdendo, o que gera o que chamamos de disfunção executiva.

Isso explica por que tantas pessoas sabem exatamente o que precisam fazer, mas sentem que o corpo simplesmente não obedece. Não é preguiça ou falta de vontade. É uma dificuldade real de transformar o pensamento em movimento.

Como isso aparece na alimentação?

A pessoa planeja fazer compras e cozinhar de forma saudável. Mas o dia passa, as tarefas acumulam, o foco se perde em outras coisas e, quando ela vê, a fome já está enorme e ela acaba comendo o que for mais rápido e fácil (geralmente um ultraprocessado ou delivery). Ou ela até vai até o supermercado, empolgada com a ideia de ter um novo estilo de vida, compra alimentos com a melhor das intenções e encontrá-los esquecidos na geladeira alguns dias depois.

Além disso, o cérebro com TDAH tem “fome de recompensa”. Ele prefere muito mais um prazer agora (como um doce ou uma comida gordurosa) do que um benefício que só virá daqui a meses (como emagrecer ou ter mais saúde). Depois de um dia estressante e cheio de esquecimentos, a comida vira o refúgio mais rápido para trazer um pouco de alívio e bem-estar.

Muitas vezes, quem está de fora interpreta essas dificuldades como falta de interesse, preguiça ou desorganização.

Spoiler: quem tem TDAH, especialmente mulheres, também pensa isso de si mesma o tempo todo, a autocrítica e a baixa autoestima são frequentemente associadas ao transtorno.

Mas a realidade costuma ser bem diferente. Esse prejuízo na tal “função executiva” leva a uma dificuldade em transformar intenção em ação. Saber o que precisa ser feito raramente é o problema, especialmente em um mundo com google, redes sociais e IA disponível 24h por dia.

O problema costuma ser conseguir começar, organizar, priorizar, lembrar, sustentar e repetir aquele comportamento ao longo do tempo. Especialmente porque “forçar o cerebro” a um funcionamento diferente gera uma exaustão físia e mental enorme.

Como funciona o tratamento para emagrecer com pacientes com TDAH.

O trabalho não começa montando uma dieta perfeita

Nossos primeiros passos, mapear a situação atual:

  • Eu quero entender como é a dinâmica da pessoa com a vida e rotina
  • Como é o sono?
  • Ela já tem hábitos saudáveis bem construídos como atividade física, boa ingestão de água e consumo de legumes?
  • Quais são os horários mais difíceis do dia.
  • Quais situações costumam gerar impulsividade alimentar.
  • Em quais momentos a comida está sendo utilizada como recompensa, conforto ou forma de regulação emocional.

Ter uma noção ampla dos problemas é bem diferente de querer impletamentar tudo ao mesmo tempo. E isso pode ser extremamente perigoso. Uma pessoa sem TDAH já costuma se sentir sobrecarregada quando tenta mudar muitas coisas ao mesmo tempo. Com o transtorno, esse efeito costuma ser ainda maior.

Por isso, você vai nunca vai sair da primeira consulta comigo com uma lista enorme de tarefas para cumprir. Eu costumo brincar com meus pacientes que precisamos escolher as nossas lutas. Nem tudo precisa ser resolvido agora. O objetivo é identificar qual mudança tem maior potencial de impacto naquele momento e, principalmente, qual delas realmente cabe na sua vida atual.

Porque uma estratégia perfeita no papel não vale muita coisa se ela não consegue sobreviver à rotina. Além disso, alguns hábitos funcionam como peças centrais do quebra-cabeça. São os chamados hábitos angulares.

Ex: Quando uma pessoa começa a praticar atividade física de forma consistente, por exemplo, frequentemente passa a prestar mais atenção na alimentação, no sono e até na hidratação. Uma mudança acaba facilitando outras mudanças.

Então, faz muito mais sentido fortalecer uma única peça do sistema do que tentar reorganizar a vida inteira de uma vez e ficar com o sistema nervoso sobrecarregado depois de 2 dias. Outro ponto importante é que pessoas com TDAH costumam responder melhor a metas menores e mais concretas.

Um desafio extra

Uma das características mais marcantes do TDAH é justamente a busca por recompensas rápidas. O cérebro humano possui um sistema de recompensa cuja função é nos incentivar a repetir comportamentos importantes para a sobrevivência. O problema é que, no TDAH, esse sistema costuma ser mais sensível ao prazer imediato e menos motivado por recompensas distantes.

É por isso que promessas como “daqui seis meses você vai se sentir melhor” costumam ter muito menos força do que um chocolate disponível agora.

Não porque a pessoa não queira melhorar.

Mas porque o cérebro está priorizando aquilo que gera alívio imediato.

Por isso, uma parte importante do acompanhamento envolve identificar quais situações estão levando a comida a ocupar esse papel.

O que você sente antes daquela vontade intensa de comer?

  • Estresse?
  • Tédio?
  • Sobrecarga?
  • Frustração?
  • Cansaço?

Quanto mais entendemos a função que a comida está desempenhando, mais fácil fica construir outros recursos para lidar com essas mesmas necessidades. E é justamente aqui que o tratamento costuma deixar de ser apenas nutricional.

Reduzindo atritos e gasto de energia

Existe um conceito que influencia muito a forma como eu trabalho com pacientes com TDAH: redução de atritos.

Na prática, isso significa tornar os comportamentos saudáveis mais fáceis de executar. Isso vem daquela ideia que já conversamos entre o abismo entre saber usaber o que precisa ser feito e conseguir fazer aquilo todos os dias em uma vida real.

É possível que você tenha construído uma ideia de saúde pelas redes sociais. Uma rotina que envolve acordar às cinco da manhã, fazer meditação, treino, planejamento semanal, cozinhar todas as refeições, organizar a casa, ler um livro e ainda manter tudo isso funcionando perfeitamente todos os dias.

O problema é que essas rotinas costumam ser muito sedutoras na imaginação e extremamente difíceis de sustentar na prática.E quanto maior a distância entre aquilo que a pessoa imagina que deveria fazer e aquilo que ela consegue executar na vida real, maior costuma ser a frustração.

Por isso, uma parte importante do meu trabalho é simplificar.

  • Decisões.
  • Processos.
  • Rotina.
  • Expectativas

Não para criar uma vida bonita no papel, mas para construir uma vida que funcione. Um exemplo simples é a forma como organizamos a alimentação. Eu gosto muito de utilizar legumes congelados. Eles duram mais tempo, são rápidos de preparar e diminuem muito o risco de que a comida estrague antes de ser utilizada. Isso pode parecer um detalhe pequeno.

Mas compare com uma rotina que exige ir à feira, valorizar as orgânicas, escolher os alimentos, higienizar tudo, armazenar corretamente, procurar receitas e cozinhar do zero várias vezes por semana.

Para algumas pessoas, isso funciona perfeitamente e é um movimento gostoso de autocuidado consigo e com a família. Para outras, esse excesso de etapas acaba se transformando em uma barreira tão grande que nada acontece.

E aí a alface murcha na geladeira.

Os legumes estragam.

A culpa aparece.

E a sensação de fracasso cresce mais uma vez.

Quanto menos energia uma tarefa exige para ser iniciada e mantida, maiores costumam ser as chances de ela se transformar em um hábito consistente ao longo do tempo. Por isso, quando estou construindo um plano alimentar para uma paciente, não penso apenas no que seria ideal. Eu penso no que tem maior chance de acontecer de verdade, naquele momento, ainda que no futuro isso possa ser revisto e melhorado. Lançar mão das estratégias mais executáveis ao invés das perfeitas é bom para todo mundo, mas no caso de alguém com TDAH, meu deus, como isso faz uma enome diferença.

Desafios do tratamento

Em muitos casos, também precisamos olhar para o sono, para a rotina, para a organização do dia, para a saúde mental e para o tratamento medicamentoso do próprio TDAH.

Não é raro que existam outras condições acontecendo ao mesmo tempo, isso na área médica é chamado de comorbidades.

  • Ansiedade.
  • Depressão.
  • Transtornos do humor.

E tudo isso influencia diretamente a capacidade de sustentar hábitos. Por esse motivo, acredito muito no trabalho multidisciplinar (e vocês vão sempre me ver fazendo a ponte com a medicina). Existem muitas situações em que a alimentação melhora quando ajustamos a rotina. Mas em outras o tratamento psicológico medicamentoso faz toda a diferença.

E infelizmente, temos um monte de tabu sobre o uso de remédios para a saúde mental. O que acaba gerando uma resistência enorme. Outro problema, muitas vezes é protagonizado pelas próprias comorbidades que eu citei acima, às vezes tentam uma medicação, apresentam efeitos colaterais ou piora dos sintomas.

Um exemplo bastante comum acontece quando o TDAH vem acompanhado de ansiedade. Nesses casos, uma pessoa pode iniciar o tratamento com um psicoestimulante e perceber melhora em alguns sintomas, mas também sentir aumento da ansiedade, palpitações, desconforto ou outros efeitos colaterais. Quando isso acontece, é compreensível que surja a sensação de que a medicação não funciona ou de que aquele tratamento não é para ela.

E aqui existe um detalhe importante.

Estamos falando justamente de um transtorno associado ao imediatismo. Então não é raro que alguém faça uma tentativa, tenha uma experiência ruim e conclua rapidamente que aquele caminho deve ser abandonado.

Mas a prática clínica mostra que as coisas raramente são tão simples.

Recentemente acompanhei uma paciente que passou exatamente por essa situação. Ela já havia tentado utilizar medicação no passado e a experiência não tinha sido boa. Como consequência, acabou concluindo que nenhum remédio para tratar o TDAH era uma opção para ela.

Ao longo do acompanhamento, fomos ajustando outras áreas da vida, entendendo melhor os sintomas e observando quais dificuldades permaneciam apesar das mudanças comportamentais. E ficou claro que ainda existia espaço para uma melhora importante através da regulação medicamentosa. Dessa vez, levando as observações para o psiquiatra, foi possível olhar com mais cuidado para a ansiedade que estava acontecendo junto com o TDAH. A partir desse ajuste, a adaptação ao tratamento se tornou muito mais tranquila e os benefícios começaram a aparecer.

Isso não significa que exista uma medicação certa para todo mundo. Aliás, nem toda pessoa com TDAH precisa necessariamente utilizar medicação. Algumas conseguem a regulação como psicoterapia. E, mesmo entre aquelas que se beneficiam de tratamento medicamentoso, nem sempre o primeiro medicamento testado será a melhor opção.

Quando os psicoestimulantes tradicionais, como ritalina, venvanse, concerta, não trazem o resultado esperado ou provocam efeitos colaterais difíceis de tolerar como aumento da ansiedade, desconforto físico ou uma redução importante do apetite existem outras possibilidades terapêuticas que podem ser discutidas com o médico responsável. Além disso, dependendo do quadro clínico, também é possível considerar tratamentos em paralelo voltados para ansiedade, humor, sono ou outras condições que estejam acontecendo junto com o TDAH.

Hoje contamos com medicamentos não estimulantes, como a Atomoxetina (Atentah), que pode auxiliar no manejo da impulsividade, da atenção e das dificuldades relacionadas à função executiva. Também existem novas opções terapêuticas surgindo, como a Centanafadina, que tem despertado interesse justamente por atuar em diferentes sistemas relacionados à atenção e ao controle dos sintomas. Ou a Bupropiona que é utilizada em alguns casos específicos e pode ser uma aliada importante quando existem outras questões acontecendo junto com o TDAH.

Também temos observado um interesse crescente pelo uso do Canabidiol (CBD), especialmente em situações em que ansiedade, agitação mental e dificuldades relacionadas ao sono aparecem como parte importante do quadro ou quando o paciente é muito resistentes a tratamentos farmacologicos convencionais. Como qualquer outra intervenção, seu uso deve ser avaliado individualmente e acompanhado por profissionais habilitados.

O ponto mais importante é entender que não existe uma única estratégia que funcione para todo mundo. Cada organismo responde de uma forma diferente. E, muitas vezes, encontrar o tratamento adequado exige ajustes, observação e diálogo entre paciente e equipe de saúde. Uma parte importante do meu papel é ajudar o paciente a entender o que está acontecendo com o próprio corpo e com o próprio comportamento para que ele consiga conversar com mais clareza sobre seu caso. Em outros, faço contato com psquiatrias, psicólogos e demais profissionais para compartilhar observações que possam contribuir para o raciocínio clínico.

Estratégias nutricionais

Além das estratégias medicamentosas, dependendo do caso, também podemos utilizar recursos complementares para dar suporte a esse processo.

Nenhum suplemento substitui sono, tratamento adequado, rotina ou hábitos de saúde.

Entre os compostos mais estudados para suporte cognitivo está o Magnésio L-Treonato. Diferente de outras formas de magnésio, ele apresenta uma maior capacidade de atingir o sistema nervoso central, motivo pelo qual costuma despertar interesse em contextos relacionados à atenção, memória e fadiga mental.

Outro composto frequentemente utilizado é a Taurina. Apesar de ser mais conhecida por sua presença em bebidas energéticas, ela possui funções importantes no sistema nervoso e pode contribuir para uma sensação maior de calma mental e redução da agitação em algumas pessoas.

Quando estamos diante de alterações mais recentes, dificuldades pontuais ou até mesmo efeitos colaterais relacionados a medicamentos, muitas vezes faz sentido começar por estratégias menos invasivas antes de pensar na introdução de novas medicações.

Nesses cenários, costumo avaliar o uso de suplementos e fitoterápicos que possam contribuir para a qualidade do sono e para a redução da hiperativação mental. E, na prática clínica, tenho observado resultados bastante positivos quando essas estratégias são bem indicadas e utilizadas dentro de um contexto mais amplo de cuidado.

Mas, assim como acontece com os medicamentos, o ponto principal não é descobrir qual suplemento está na moda ou qual promessa parece mais atraente. E um aviso, é muuuito fácil cair em promessas de marketing, especialmente, tendo TDAH e se seduzindo com a ideia de pilula mágica.

Não existe nada milagroso nem na farmacologia e nem na suplementação, o que vamos entender é quais são as dificuldades daquela pessoa e avaliar quais recursos realmente fazem sentido dentro daquele contexto.

O objetivo nunca é empilhar intervenções ou viver em função de uma série de potes e chamar isso de saúde.

O final feliz

Ao longo deste artigo, falamos sobre função executiva, impulsividade, sistema de recompensa, sono, medicamentos, suplementação e construção de hábitos. Mas, no fundo, tudo isso está apontando para a mesma direção.

O final feliz acontece quando você entende que o objetivo:

  • Não é fazer você se tornar uma pessoa sem TDAH.
  • Não é fazer você funcionar como alguém que tem outro cérebro, outra rotina ou outros desafios.
  • É entender como o seu cérebro funciona para que possamos construir estratégias compatíveis com a sua realidade.

Quando isso acontece, uma mudança interessante começa a aparecer. Não porque você ganha superpoderes. Não porque tudo fica fácil. Mas porque aquilo que antes parecia exigir uma quantidade absurda de esforço passa a exigir uma energia muito mais compatível com a vida real.

E ai a vida começa a funcionar sem aquele esforço sobrehumano. Fica possível se organizar, planejar e sustentar hábitos. E, aos poucos, a alimentação deixa de ser uma batalha diária. O emagrecimento passa a acontecer junto com a vida, e não contra ela.

Por isso, quando percebo sinais importantes de TDAH em uma paciente, costumo incentivar que essa investigação seja levada a sério. Tentar construir hábitos saudáveis sem considerar o impacto do TDAH é um pouco como tentar resolver um quebra-cabeça sem enxergar uma das peças principais. Podemos sim ter um resultado, mas sempre naquela gangorra entre fases de obsessão e de descontrole total.

E, quando essa peça finalmente encontra o seu lugar, muitas coisas começam a fazer sentido. Não apenas sobre os sintomas, mas sobre uma vida inteira. As dificuldades que pareciam não ter explicação, os projetos abandonados pelo caminho, as infinitas iniciativas e os grandes começos e aquela sensação constante de estar tentando mais do que os outros e, ainda assim, ficando para trás.

Para muitas pessoas, esse processo traz algo que vai muito além do diagnóstico: traz alívio. O alívio por começar a olhar para si mesmas com mais compreensão e menos julgamento. E, a partir desse novo olhar, surge também a oportunidade de construir uma história diferente. Uma história baseada não nos rótulos que recebeu ao longo da vida, mas no entendimento do seu funcionamento e dos recursos que ajudam na sua qualidade de vida.

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