Como emagrecer e nunca mais precisar de dietas na vida

Se você chegou até esta página, existe uma boa chance de que esteja cansada de recomeçar.

  • Cansada de fazer dieta.
  • Cansada de perder peso e recuperar tudo de novo.
  • Cansada de sentir que sabe exatamente o que deveria fazer, mas não consegue sustentar aquilo por muito tempo.

É possível também que você já tenha ouvido ou chegou a conclusão que lhe falta disciplina ou força de vontade.

E depois de acreditar nisso, começou a desconfiar que existe algo mais acontecendo.

Quando analiso de perto a história de quem vive em efeito sanfona há anos, sem medo de ser exagerada, nunca encontro apenas um problema alimentar. Encontro ansiedade, fome emocional, episódios de compulsão, uma relação desgastada com a comida, uma rotina cansativa, muitas regras, muita culpa e, frequentemente, anos de tentativas baseadas em restrição.

Com o tempo, muitas pessoas começam a perceber que o problema talvez não esteja apenas no que elas comem. Começam a se perguntar se a restrição pode estar alimentando os exageros, se a ansiedade tem influência sobre a alimentação ou por que parece tão difícil construir uma relação mais tranquila com a comida.

A maioria das pessoas que luta com o peso há anos não sofre por falta de informação. Elas sabem que deveriam beber mais água, comer mais vegetais, se movimentar mais e dormir melhor. Ainda assim, transformar esse conhecimento em comportamento costuma ser muito mais difícil do que parece.

Isso acontece porque o emagrecimento raramente depende de uma única variável. Alimentação, emoções, rotina, sono, estresse, autocobrança, relacionamentos e hábitos costumam se misturar de formas que nem sempre são fáceis de enxergar.

Por isso, antes de falarmos sobre estratégias, vale a pena visualizar esse processo de forma mais ampla. O esquema abaixo resume algumas das peças que frequentemente participam dessa história e ajuda a entender por que emagrecer de forma sustentável costuma exigir muito mais do que simplesmente fechar a boca ou ter mais disciplina.

Como você chegou até aqui?

Antes de pensar no que precisa mudar, eu gosto de fazer um convite: olhar para trás.

Porque, na maioria das vezes, o excesso de peso não apareceu de repente. Ele foi sendo construído ao longo do tempo, junto com a vida.

Se você parar para pensar nos períodos em que mais ganhou peso, o que estava acontecendo naquela época? Talvez tenha sido uma mudança de trabalho, um relacionamento difícil, o nascimento de um filho, uma fase de muito estresse, uma perda importante, um período de ansiedade ou simplesmente uma rotina tão corrida que você deixou de se colocar como prioridade.

Quando faço esse exercício com minhas pacientes, várias percebem algo interessante: elas não ganharam peso apenas porque gostam de comer. Nem porque são preguiçosas. Nem porque lhes falta força de vontade. A comida costuma ser apenas a parte visível de uma história muito maior.

Por trás dela, frequentemente encontramos cansaço, sobrecarga, preocupações, autocobrança, noites mal dormidas, dificuldades emocionais ou simplesmente uma vida que ficou difícil demais para ser sustentada da forma como estava.

É por isso que eu dificilmente acredito em explicações simplistas para problemas complexos. Porque quase ninguém passa anos lutando com o próprio peso por falta de informação. Na verdade, a maioria das mulheres que chegam até mim sabe muito mais sobre alimentação do que imagina. Elas sabem o que deveriam comer, sabem que deveriam beber mais água, se movimentar mais e que determinados hábitos provavelmente ajudariam.

Mas saber e conseguir fazer são coisas diferentes.

E é justamente nessa distância entre o conhecimento e a prática que mora grande parte do sofrimento.

Ao longo dos anos, muitas pessoas acabam interpretando essa dificuldade como um defeito pessoal. Acham que lhes falta disciplina, foco ou determinação. Mas, quando começamos a investigar com mais profundidade, geralmente encontramos outros fatores participando da equação.

Encontramos uma rotina incompatível com as metas que a pessoa tenta seguir, uma relação desgastada com a comida depois de anos de dietas, fome acumulada, perfeccionismo, ansiedade e comportamentos que fizeram sentido em algum momento da vida, mas que hoje já não ajudam da mesma forma.

Por isso, antes de construir qualquer estratégia, meu trabalho é entender a sua história:

  • O que aconteceu nos períodos em que você ganhou peso.
  • O que aconteceu nos períodos em que conseguiu emagrecer.
  • O que fazia sentido naquela época.
  • O que deixou de funcionar.
  • Quais situações despertam mais vontade de comer.
  • Quais emoções costumam aparecer antes dos exageros.
  • E quais recursos você aprendeu (ou não aprendeu) para lidar com tudo isso.

Percebe que quando entendemos como você chegou até aqui, fica muito mais fácil entender qual é o próximo passo?

E, Jéssica, quais são os tais próximos passos?

Quando entendemos essa história de forma mais ampla, uma consequência importante aparece: emagrecer de forma sustentável não significa tentar corrigir tudo ao mesmo tempo.

Pelo contrário.

Muitas vezes, o que produz resultados duradouros é justamente a capacidade de identificar quais mudanças merecem atenção agora e quais podem esperar um pouco mais.

Quando tentamos transformar toda a vida de uma vez, geralmente acabamos exaustos. Mudar gasta muita energia. E, por isso, quando construímos uma mudança de cada vez, criamos espaço para que novos comportamentos deixem de depender apenas de motivação e passem a fazer parte da rotina.

Além disso, existe uma outra conversa que considero muito importante.

Nem sempre o sofrimento está apenas no peso atual.

Ele também está nas expectativas que construímos sobre como nosso corpo deveria ser.

Vivemos cercados por imagens, comparações e padrões que fazem parecer que existe um único corpo ideal. Como se todas as pessoas devessem chegar exatamente ao mesmo lugar. Mas corpos diferentes têm histórias diferentes, estruturas diferentes, contextos diferentes e possibilidades diferentes. Por isso, parte do processo comigo também envolve entender qual é o seu corpo possível para você.

Não no sentido de se conformar ou desistir de melhorar a própria saúde. Mas no sentido de abandonar a expectativa de se transformar em outra pessoa. Quando você aprende a cuidar melhor do sono, da alimentação, da atividade física, do estresse e das emoções; quando consegue construir uma relação mais equilibrada com a comida e manter hábitos consistentes ao longo do tempo, algo interessante acontece.

Você começa a descobrir qual é a melhor versão do seu próprio corpo. Não a versão de uma influenciadora, ou aqui aparece na propaganda de antes e depois de emagrecimento, mas A SUA.

E, na minha experiência, esse costuma ser um caminho muito mais sustentável do que perseguir um ideal impossível de sustentar.

Entre a restrição e a chutada de balde, existe outras possibilidades

Existe mais uma coisa importante que costuma aparecer ao longo desse processo.

Sair da dualidade de apenas duas possibilidades

Ou viver em restrição constante.

Ou simplesmente comer tudo o que têm vontade.

Mas a vida adulta raramente funciona bem em qualquer um desses extremos. Parte do meu trabalho junto com você consiste justamente em construir algo que existe entre essas duas posições: a responsabilidade. Aprender a se permitir é importante, mas aprender a dizer não também é. Nem toda vontade precisa ser atendida imediatamente. Da mesma forma que nem todo desejo precisa ser reprimido ou tratado como um problema.

Ao longo do acompanhamento, trabalhamos para que essas decisões deixem de depender de regras rígidas e passem a fazer sentido para você.

  • É um processo de construir autonomia.
  • De entender quando faz sentido flexibilizar.
  • Quando faz sentido se planejar melhor.
  • Quando faz sentido acolher uma necessidade emocional.
  • E quando faz sentido lembrar que você também é responsável por cuidar do próprio corpo.

E é beeem provável que você ache isso só para pessoas evoluidas ou muito complexo. Mas, na prática, essa capacidade de navegar entre a flexibilidade e a responsabilidade costuma ser uma das diferenças mais importantes entre quem emagrece e consegue sustentar o resultado e quem passa a vida procurando a próxima dieta, o próximo procedimento ou o próximo medicamento que irá resolver o problema temporariamente.

Você vai “chegar lá” quando entender que seguir regras pode ser parte de um caminho, mas o objetivo é desenvolver habilidades que continuem funcionando mesmo quando não existe uma regra dizendo exatamente o que fazer.

Quer entender como seria no seu caso?

Se você chegou até aqui, talvez já tenha percebido que emagrecer de forma sustentável raramente é apenas uma questão de saber o que comer.

Cada pessoa chega ao consultório com uma história diferente. Algumas convivem com ansiedade. Outras estão exaustas depois de anos de dietas. Algumas enfrentam dificuldades relacionadas ao sono, à rotina, aos medicamentos ou à relação com a comida. E existem aquelas que simplesmente estão cansadas de recomeçar.

Por isso, meu trabalho não acontece através de consultas isoladas.

Não porque eu duvide da sua capacidade de mudar. Muito pelo contrário. Eu sei que a maioria das pessoas que me procura quer muito melhorar. O problema é que mudanças duradouras raramente acontecem apenas porque recebemos uma lista de orientações.

Elas acontecem quando entendemos o que está dificultando o processo, construímos novas habilidades e ajustamos as estratégias conforme a vida real acontece.

Por isso, o acompanhamento tem início, meio e fim.

Meu objetivo não é que você dependa de um papel, de uma dieta ou de mim para sempre e sim, ajudar você a desenvolver autonomia para tomar decisões alimentares com mais segurança, equilíbrio e flexibilidade.

Ao longo do processo, trabalhamos não apenas a alimentação, mas também a relação com a comida, os hábitos, a rotina, os gatilhos emocionais e os comportamentos que sustentam o resultado no longo prazo.

Se você sente que chegou a hora de olhar para a sua história com mais profundidade, me envie uma mensagem.

Na nossa conversa inicial, vou entender melhor o seu momento, explicar como funciona o acompanhamento, valores e ajudar você a avaliar se esse processo faz sentido para aquilo que está buscando agora.

Clica no botão abaixo, prometo não te fazer conversar com automação e nem com IA, rs.

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