Sobre mim

Sem jaleco branco, fita métricas ou maçãs

Sendo completamente honesta, escolhi a Nutrição por um motivo pouco romântico: eu queria acabar com as minhas celulites.
Na época, era isso que me fascinava. Eu queria entender como o corpo funcionava, como a alimentação influenciava a aparência e quais estratégias realmente faziam diferença.Com o tempo e ao ver de perto o quanto os padrões estéticos adoecem as mulheres, fui para o extremo oposto.

Passei a enxergar tantas armadilhas na busca pela aparência perfeita que comecei a desejar que a estética simplesmente
deixasse de ser importante para mim. Queria não me importar.  Ser completamente livre dessa influência.
Desconstruir os padrões de beleza e simplesmente sair fora do sistema.

 O amadurecimento me fez perceber que isso também não era verdade. A beleza sempre fez parte da minha história.
Cresci ouvindo conversas sobre aparência, sobre o que era bonito, sobre o que era feio.
Essas mensagens ajudaram a moldar quem eu sou, assim como moldaram tantas outras mulheres.
Tomar consciência disso foi importante.

Tentar apagar completamente essa parte da minha história era apenas outra forma de negar quem eu sou.
Hoje acredito que a estética pode ter um lugar saudável na vida das pessoas.
Eu gosto de me cuidar. Gosto de me sentir bonita. Gosto de me olhar no espelho e gostar do que vejo.
A diferença é que não quero que isso seja o centro da minha vida.
E também não quero que seja o centro da vida dos meus pacientes.

Meu trabalho não é ensinar ninguém a abandonar seus desejos.
É ajudar cada pessoa a construir uma relação mais consciente com eles.
Por isso, quando alguém chega ao meu consultório querendo emagrecer, eu não trato esse desejo como algo superficial ou vergonhoso.
Eu levo esse desejo a sério. Mas também sei que, por trás dele, costumam existir muitas outras coisas que precisam ser compreendidas.

Talvez seja por isso que eu tenha me apaixonado tanto pelo comportamento humano.
Porque, no fim das contas, nunca foi apenas sobre comida. E, muito possivelmente, está longe de ser apenas sobre estética também.
Por trás de um comportamento existem emoções, histórias, crenças, hábitos, relacionamentos, diagnósticos, rotinas
e tentativas genuínas de lidar com a vida.

Meu foco é ajudar pessoas a compreenderem os padrões que mantêm seus comportamentos, desenvolverem estratégias mais
compatíveis com sua realidade e construírem mudanças que possam ser sustentadas ao longo do tempo.
Gosto de ajudar pessoas a enxergarem aquilo que, muitas vezes, está escondido em meio à culpa, à frustração
e às tentativas repetidas de resolver os mesmos problemas da mesma forma.

Nos mais de 12 anos de atuação, foram muitos cursos, especializações e até a decisão ousada de fazer um mestrado em psicologia. O corpo e as emoções, o físico e o emocional não são separados e parar de compartimentar as pessoas abraçando a complexidade delas foi o que me permitiu ajudar as pessoas a ficarem em paz consigo mesma e com o próprio corpo.

E fora do consultório? Outras partes de mim

Eu pedi meu marido em namoro. E em casamento também. Na verdade, pensando bem, acho que tomei a iniciativa na maioria dos meus relacionamentos. Nunca fui muito paciente para esperar as coisas acontecerem sozinhas.

Tenho uma curiosidade quase inesgotável por assuntos diferentes. Dependendo da fase da vida, posso estar estudando comportamento alimentar, neurociência, japonês, reformando o meu apartamento,  site (eu que montei esse) ou algum tema completamente aleatório que chamou minha atenção.
Gosto de criar sistemas e ver padrões.

É bem possível que isso tenha me feito criar tantos cursos, formações, métodos de atendimento, ferramentas e tantos outros projetos ao longo da carreira. Tenho dificuldade de ver um problema sem começar a pensar em maneiras de resolver.

Não gosto muito de respostas prontas. Quanto mais trabalho com pessoas, mais percebo que a realidade costuma ser mais complexa do que parece à primeira vista. E é bem possível que seja por isso que eu faça tantas perguntas e duvidar de quem acha que tem todas as respostas.

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